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Aiaiaiaaiaiaiaiaiaiaiaiaiaaiaiaiaaaa
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Pode ir armando o coreto e preparando aquele feijã...
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Wednesday, April 12, 2006

Vacation

Eu ando sem paciência. Na realidade minha falta de paciência tem destino certo: esse aqui. Do meu bloguinho amado. Pq eu amo isso aqui. De verdade. E ficar sem paciência com que sempre teve alí, do lado, me-apoiando-e-aquelas-coisas-melodramáticas-todas, me deixa arrasada. Por certo q é uma fase... eu acho. Mas mesmo sendo fase, nem queria. Nunca pensei q meu-melhor-de-2005 pudesse cair nessa fase morna. Mas tô sem saco.
É isso, vou dar um tempo.

E continuo por aí, espionando o povo todo. E dando pitaco onde não sou chamada.

Entrou pela perna do pinto, saiu pela perna do pato, seu rei mandou dizer q vc q conte quatro...




posted by Juliana @ 9:45 PM | 34 comments

Tuesday, March 28, 2006

Sei não...

Dai q sábado foi o casório do meu irmão mais velho. E passei o dia de motorista com a noiva. E quis matá-la várias vezes. Inclusive e principalmente quando ela cismou de querer beber água de coco na Av. Boa Viagem e eu levei uma multa de R$ 570,00 pq parei num lugar lá q não podia. Sim, sou uma anta. E no sábado éramos duas. Então fudeu. Mas foi tudo bem. Deu tudo certo e o casório foi super.
E meu ex - q é um dos melhores amigos do meu irmão, não foi. Tudo bem q ele não fosse, ou q só desse uma passadinha e tal. O q me chateia é a propaganda feita com antecedência:"não, não vou pq não quero encontrar com minha ex c/ o namorado novo". Pelos quatro cantos isso. Sem alarmes, sem teatros por favor. Não quer ir não vai. Mas tb não precisa ser a vítima do mundo. O sofredor eterno. Enche isso. E fica uma pá de gente me olhando com cara de "essa aí q faz meu amigo sofrer...". E foi o cara q acabou o namoro comigo!!!! Ah, vá se fú! Rápido!
E o BBB tá acabando hoje. Acho óutemo! Achei esse daí uma grande merda. De quinta. Só se salvou pelos momentos A feminista.

No mais, ela so pensa em beijar... beijar, beijar, beijar...


posted by Juliana @ 11:00 PM | 15 comments

Wednesday, March 22, 2006

Aiaiaiaaiaiaiaiaiaiaiaiaiaaiaiaiaaaa

Pois bem. Fiz minha prova no domingo. E para variar, estudar de verdade, só na última hora (amo tanto. E é defeito mermo visse...). O pior é q com o passar dos anos, a última hora tarda mais a chegar. Tipo, se a prova é num domingo, estudar meio em cima da hora queria dizer estudar a partir da quinta ou sexta (assunto de dois meses, diga-se). Atualmente, "última hora" quer dizer a véspera. E só isso. O sábado, no caso. Inteiro, na medida do possível tb. Pq no dia q eu tirei para me dedicar aos estudos p/ não ser a vergonha absoluta do meu trabalho, meu irmão resolver cancelar o casamento dele q iria acontecer nesse próximo sábado. Assim, uma semana antes. Não q isso pudesse surpreender. Afinal eles resolveram se casar com 03 meses de namoro. Então, no ritmo deles, normal. Mas não no meu. Tive q socorrer cunhada em casa e tudo o mais. E daí no final do dia eles resolveram casar de novo. E ficou tudo bem, fora o fato de eu estar mais fudida ainda, pelas horas enxuga-lágrimas perdidas. E nem fui no níver da minha tão querida. Perdi o melhor níver de todos os tempos. Snif.

Mas vou te contar. Sacomé. Sou foda. A prova tinha 80 questões. Errei uma. Uma única questão. Colei não viu! Fiz a prova consciente. É pq o assunto tem muito do meu dia-a-dia. Nem pensei mermo q ia fazer uma prova tão boa. Pois. Agora sou uma profissional certificada. Vê q merda. Dá no mermo. Nem fiquei uma pessoa melhor nem nada. Pelo menos vão parar de me encher o saco. Eu tb. Vou parar de me encher a mim mesma.
Sim, mas. Como eu disse, meu irmão resolveu casar. E foi uma coisa assim tão rápida. Ainda tô meio assustada. E ela, a Juliana dele, tá nem grávida nem nada. De amor mermo. Assim, de paixão quero dizer. Quem sabe né. Espero q dê tudo certo. Mas tenho medo.
E vâmo q vâmo,
Eu mulherzinha q sou, tô namorando. Penso. De novo. Com uma nova pessoa. Eu sou muito provinciana. Puta merda! A pessoa inclusive se chama Pedro. O nome do meu irmão mais velho. Esse q vai casar, veja vc, com a Juliana. Freud, eu sei. (e eu não vou nem dizer q o Pedro - namorado, tem uma irmã q chama Ju.....liana. Nem vou dizer.)
Então. Pois. Pq eu sou assim. Essa merda de pessoa. E jurei q ia ficar um ano solteira e tal. Liberté sabe. Sei, sei. Marcelo, meu primeiro namoro sério adolescente, durou 3 anos. Terminamos e 2 meses depois comecei a namorar aquele q veio a ser aaaanos depois, meu marido. Q logo em seguida veio a ser ex tb. P/ mais uma vez, logo em seguida (vou nem citar tempo aqui...), começar a namorar com o Felipe. Esse último. Então, ainda enxugando as lágrimas desse, conheci o Pedro
É q esse começo me quebra. Sempre. Tudo é tão lindo. Q sempre quero "o começo". O problema todo é q quero só ele. Sempre tb. O resto quero não. Desgosto do resto. Q quero começar de novo.
É bem difícil ser eu.
E no trabalho tá foda. Pq tá difícil a nova chefe. Muuuuuuuuuuuuuito. Amanhã, as 11:30hs tô indo fazer uma entrevista numa empresa aí. Tipo, na concorrência. O mesmo lugar q fiz umas 6 entrevistas (sério) no ano passado. Sou quase uma profissional em entrevistas. E é a primeira vez q vou realmente pensando na possibilidade. Mesmo sabendo q sou frouxa. Assim, frouxa de medo. De sair da casa q tô há tanto tempo. E duma casa q gosto tb né. Mais é q tá bem ruim de verdade. Com promoção e tudo o mais. Espero q melhore. Do mais fundo do meu coração.

Eu fui no show do U2. E foi legal o primeiro dia. Legal tá de bom tamanho p/ aquela segunda. Por umas coisas aí. Mas o segundo dia, q fiquei num camarote lá, pelamordedeusmeudeus. Pelamordedeus. Inclusive esbarrei com o Adam Clayton no hall do hotel e fiquei de papo com a tradutora deles na madrugada, depois do show da terça. Uma fofa brasileira, casada com um Irlandes (e q jura por tudo q os Irlandeses são os melhores homens do mundo) e roxa de saudades da filhota de 10 meses q ficou lá enquanto ela veio trabalhar aqui com "os caras". Procurei glamour por alí e só ví muito cansaço... ela falou q o texto do Bono p/ o show da terça tinha a palavra "suruba". E q ele não conseguia pronunciar de jeito nenhum. Daí ela substituiu por "hoje é nossa festinha particular" (pq o show da segunda foi televisionado p/ pais inteiro e tal).

Sim, e tb fui para Salvador no carnaval. E um amigo disse q ia cortar relações comigo. Pq eu era plural demais. É. Mas foi uma coisa tão rápida q aconteceu q nem pensei. Fui para Bahia e foi, por incrível, bem legal. O esquema.

Da série: respostas atrasadas e fora do timing - parte I:

Mary, eu nem sei quando me sinto nordestina. Não sei. Me sinto uma pessoa. Só. Sem esse negócio de bússola - norte/sul/leste/oeste. Do nordestino, atrasado/alegre. Me sinto bem em ser daqui. Por vários motivos. Outras vezes até não. Q não necessariamente tem o efeito "regional" da coisa. Talvez o tom pejorativo eu perceba pouco. Sei lá. Mas quando lí seu post, da sociologia/antropologia - na parte do nordestino, acho q me senti um pouco assim. Atrasada/alegre. Pq vc falou, acho.

Amber, siiiiiiiiiiiiiiim. Estou lhe devendo o Vegas sim! Muito. E dívida eu pago. Troquei meu aparelho celular antigo por um leeeeeeeeendo novo e q não funciona. E não acho teu tel em canto nenhum anotado. Nenhum. Please, send me again. E-mail, please.

Giu e , estou mandando as fotas hoje (por favor, vejam a data do post). Juro meninas, de hoje não passa. Pela última vez! E a pessoa ter amigas indies paulistas é diumtudo nessa vida...

Parte II tomorrow.


posted by Juliana @ 2:00 AM | 18 comments

Thursday, March 16, 2006

Tchau, tchau amor... ou adeus resto da minha reputação...

Vão aí minhas manias. Então, culpa sua Gioconda sorridente ...

1) Quando era menor, eu tinha mania de bater três vezes na madeira quando falava alguma coisa ruim. Ou q não queria q acontecesse. Daí o tempo foi passando e eu fui achando q para alguns casos, três vezes era pouco. Aí fazia uma série de três vezes as três batidas -somando nove batidas na madeira. Então o tempo passou. E faz uns dois anos q quando falo alguma coisa q não quero de jeito nenhum q aconteça faço uma pequena série de três vezes de três vezes de três batidas na madeira. Pegou né? Bato na madeira apenas 27 vezes quando tenho horror da idéia q tive. Sim pq a essa altura, não preciso nem verbalizar. Se a idéia-trauma passar pela minha cabeça já saio enlouquecida atrás de um pedacinho de madeira. E de tanto de idéia ruim q tenho já abri exceções para vidros, plásticos e afins. Ou seja, numa situação de emergência, se não tiver madeira por perto, saio dando as batidinhas no q tiver por alí. As 27. E se por acaso vc me ver batucando em alguma mesa qq dia desses, esquece isso. É TOC.

2) Cutuco freneticamente as unhas do pé. É verdade. Se ficar muito tempo sentada, já era. Meu pé e minha mão tem uma atração física estarrecedora. É horrível q eu sei. Mas é incontrolável. Não, não é TOC. Agora é esquizofrenia.

3) Mordo incansavelmente as cutículas da mão. Na mesma linha da esquizofrenia.

4) Tenho mania de passar a chave duas vezes na mesma porta. Assim, eu saio da sala e passo a chave. Daí vou na cozinha, computador, cama, geladeira, cama, geladeira, cama, geladeira, cama, geladeira, cama, etc... e quando vou dormir esqueço se passei a chave na porta da sala. Daí levanto e vou lá checar. Claro q já tá fechada. Daí entro no quarto e passo a chave. Então quando tô pegando no sono fico na dúvida se já passei a chave na porta do quarto. E sonâmbula vou lá e vejo q já passei.

Vou parar. Tá bom. Já me expus demais né... Na realidade eu sei q devia ter parado na primeira... e tem até uma outra, mas já tá suficiente para essa vida. Devo ter crédito inclusive para mais três vidas sem manias, de tanto q eu tenho nessa. Enfim, perdôo quem me abandonar para todo o sempre. Eu entendo.

Adeus.


By the way, minha prova de certificação (sim, estou tentando estudar há dois meses para isso) das coisas do trabalho é no domingo. Quando acaba o martírio. Então eu volto de com força.

E eu passo a corrente das manias para você. Q entrou aqui por engano ou não. Vai lá e coopera.

Quanto mais gente fizer, menos doida-sozinha me sinto...


posted by Juliana @ 1:45 PM | 13 comments

Friday, March 10, 2006

Tirando o mofo dos rascunhos...

Bar ruim é lindo, bicho.

Eu sou meio intelectual, meio de esquerda, por isso freqüento bares meio ruins. Não sei se você sabe, mas nós, meio intelectuais, meio de esquerda, nos julgamos a vanguarda do proletariado, há mais de 150 anos. (Deve ter alguma coisa de errado com uma vanguarda de mais de 150 anos, mas tudo bem). No bar ruim que ando freqüentando nas últimas semanas o proletariado é o Betão, garçom, que cumprimento com um tapinha nas costas acreditando resolver aí 500 anos de história. Nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos ficar “amigos” do garçom, com quem falamos sobre futebol enquanto nossos amigos não chegam para falarmos de literatura. “Ô Betão, traz mais uma pra gente”, eu digo, com os cotovelos apoiados na mesa bamba de lata, e me sinto parte do Brasil. Nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos fazer parte do Brasil, por isso vamos a bares ruins,que tem mais a cara do Brasil que os bares bons, onde se serve petit gateau e não tem frango à passarinho ou carne de sol com macaxeira que são os pratos tradicionais de nossa cozinha. Se bem que nós, meio intelectuais, quando convidamos uma moça para sair pela primeira vez, atacamos mais de petit gateau do que de frango à passarinho, porque a gente gosta do Brasil e tal, mas na hora do vamos ver uma europazinha bem que ajuda. A gente gosta do Brasil, mas muito bem diagramado. Não é qualquer Brasil. Assim como não é qualquer bar ruim. Tem que ser um bar ruim autêntico, um boteco, com mesa de lata, copo americano e, se tiver porção de carne de sol, a gente bate uma punheta ali mesmo.
Quando um de nós, meio intelectuais, meio de esquerda, descobre um novo bar ruim que nenhum outro meio intelectual, meio de esquerda freqüenta, não nos contemos: ligamos pra turma inteira de meio intelectuais, meio de esquerda e decretamos que aquele lá é o nosso novo bar ruim. Porque a gente acha que o bar ruim é autêntico e o bar bom não é, como eu já disse. O problema é que aos poucos o bar ruim vai se tornando cult, vai sendo freqüentado por vários meio intelectuais, meio de esquerda e universitárias mais ou menos gostosas. Até que uma hora sai na Vejinha como ponto freqüentado por artistas, cineastas e universitários e nesse ponto a gente já se sente incomodado e quando chega no bar ruim e tá cheio de gente que não é nem meio intelectual, nem meio de esquerda e foi lá para ver se tem mesmo artistas, cineastas e universitários, a gente diz: eu gostava disso aqui antes, quando só vinha a minha turma de meio intelectuais, meio de esquerda, as universitárias mais ou menos gostosas e uns velhos bêbados que jogavam dominó. Porque nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos dizer que freqüentávamos o bar antes de ele ficar famoso, íamos a tal praia antes de ela encher de gente, ouvíamos a banda antes de tocar na MTV. Nós gostamos dos pobres que estavam na praia antes, uns pobres que sabem subir em coqueiro e usam sandália de couro, isso a gente acha lindo, mas a gente detesta os pobres que chegam depois, de Chevete e chinelo Rider. Esse pobre não, a gente gosta do pobre autêntico, do Brasil autêntico. E a gente abomina a Vejinha, abomina mesmo, acima de tudo.
Os donos dos bares ruins que a gente freqüenta se dividem em dois tipos: os que entendem a gente e os que não entendem. Os que entendem percebem qual é a nossa, mantém o bar autenticamente ruim, chamam uns primos do cunhado para tocar samba de roda toda sexta-feira, introduzem bolinho de bacalhau no cardápio e aumentam em 50% o preço de tudo. Eles sacam que nós, meio intelectuais, meio de esquerda, somos meio bem de vida e nos dispomos a pagar caro por aquilo que tem cara de barato. Os donos que não entendem qual é a nossa, diante da invasão, trocam as mesas de lata por umas de fórmica imitando mármore, azulejam a parede e põem um som estéreo tocando reggae. Aí eles se fodem, porque a gente odeia isso, a gente gosta, como já disse algumas vezes, é daquela coisa autêntica, tão brasileira, tão raiz.
Não pense que é fácil ser meio intelectual, meio de esquerda, no Brasil! Ainda mais porque a cada dia está mais difícil encontrar bares ruins do jeito que agente gosta, os pobres estão todos de chinelo Rider e a Vejinha sempre alerta, pronta para encher nossos bares ruins de gente jovem e bonita e a difundir o petit gateau pelos quatro cantos do globo. Para desespero dos meio intelectuais, meio de esquerda, como eu que, por questões ideológicas, preferem frango a passarinho e carne de sol com macaxeira (que é a mesma coisa que mandioca mas é como se diz lá no nordeste e nós, meio intelectuais, meio de esquerda, achamos que o nordeste é muito mais autêntico que o sudeste e preferimos esse termo, macaxeira, que é mais assim Câmara Cascudo, saca?).
-- Ô Betão, vê um cachaça aqui pra mim. De Salinas quais que tem?

Antonio Prata. Q tb escreve para o Blônicas.


posted by Juliana @ 11:50 AM | 9 comments

Thursday, March 09, 2006

Pode ir armando o coreto e preparando aquele feijão preto

EU TÔ VOLTANDO...


posted by Juliana @ 12:48 PM | 10 comments



Gentem!

Tô bem. Muito bem, diga-se. Tenho tanta, mas tanta coisa para contar. Não q vc queira saber. Mas vou contar.

Perainda...

E também, desculpas mil. Pela falta de notícias. Perdoe. Perdoe vããã...


posted by Juliana @ 12:44 PM | 9 comments



E-mail

"Essa felicidade que supomos,

Árvore milagrosa, que sonhamos

Toda arreada de dourado pomos,

Existe sim: mas nós não a alcançamos

Porque está sempre apenas onde a pomos

E nunca a pomos onde nós estamos."

Velho Tema - Vicente Carvalho


posted by Juliana @ 12:40 PM | 2 comments

Thursday, February 09, 2006

Copy & paste

Vâmo lá meu povo:
Esse post é da Mary. Ela escreveu em janeiro e tava falando p/ um amigo sobre a sociologia X antropologia. Queria ter postado ele aqui na hora, mas minha vida de cachorro tava de dá dó, então só afanei agora (e com a devida permissão daquela outra, a Júlia). É feio né, isso. Dizem. Mas a gente tá vendendo a alma p/ o diabo e fazendo qq negócio p/ melhorar o nível por aqui...

Sob o som...

"Claro que é possível esticar essa discussão. Mas por hora, Klein. Acho que você deve ter em mente apenas o seguinte. A Sociologia estuda a nossa sociedade. Os nossos conflitos. As nossas relações sociais. Principalmente as relações advindas da divisão do trabalho. Já que a primeira preocupação humana é com suprimento material e, infelizmente, só o trabalho resolve isso. E no capitalismo, você sabe, o trabalho acaba sendo mitificado e tal. A Antropologia estuda a sociedade dos outros. Não está tão interessada em como nós nos organizamos, mas como os outros se organizam. Por isso que ela se importa tanto com as manifestações culturais. Dizem que ela busca uma natureza humana. O que seria humano, demasiadamente humano?, é o que ela pergunta. Se cada povo vive de uma forma diferente. E o que é tão fundamental aqui, nem sequer é cogitado ali. Um truque é assim. Sociologia para nós. Antropologia para os outros. E aí a discussão se complica e tal.

O Marx, o Weber e o Durkheim são tão importantes pra Sociologia porque eles explicaram TODO o funcionamento da sociedade capitalista. Cada um deles tem uma teoria COMPLETA sobre como as coisas funcionam por aqui. E as teorias são conflitantes. Então perde-se (ou ganha-se) muito tempo discutindo e confrontando cada uma delas. Na faculdade a gente só se refere a eles como Três Porquinhos. E conforme a explicação de mundo que você escolhe, acaba "se filiando" a um dos três. Minha dissertação de mestrado é marxista, por exemplo. FHC é weberiano, outro exemplo. Eu ainda não sou nada. Porque não tô com essa corda toda. Tô aprendendo com os três.


O complicador é o Outro. Sempre com letra maiúscula, para a antropologia. Veja o caso dos gays. Fazem da parte da nossa organização social. Mas também são o Outro dentro dela. Porque fazem parte mas não são totalmente aceitos e tal. Então a noção de Outro se relativiza sempre. O paulista da capital vê a gente do interior como o Outro, caipira e ingênuo. Nós, paulistas, vemos o nordestino como o Outro. Às vezes como atrasado, às vezes como alegre. Em alguns momentos, porém, somos todos brasileiros, e alcançamos de novo a totalidade. Logo, nos tornamos outros de novo. As relações com o outro são denominadas de relações de alteridade. Quando superamos essas relações, passamos a ver o Outro como o Um. E aí sim. Um mundo melhor. Sem estereótipos e com tolerância. Mas quase nunca acontece. O Um somos nós, e os outros só Outros. Aquele que não sou eu. E então, no limite, nem merece viver. Por isso que a guerra EUA X Iraque, por exemplo, carece mais de uma análise antropológica do que sociológica. Mas, obviamente, é possível fazer as duas."


Tá vendo? Num disse...
o nivelômetro acaba de bombar...


posted by Juliana @ 12:07 AM | 37 comments

Wednesday, February 08, 2006

Oh oh




"Damaged people are dangerous. They know they can survive."

Em "Perdas e Danos"
Louis Malle.


posted by Juliana @ 12:16 PM | 11 comments

Monday, February 06, 2006

Pois,

E ontem, depois de mais de 15 dias sem falar com ele, nos falamos. Meu telefone tocou as quatro da matina e quase q meu coração pula do peito e sai quicando feito bola de ping pong escada abaixo. Do susto e do medo. Do q pudesse vir alí do outro lado. Foi uma conversa relativamente tranquila. Me perguntou se tinha ficado com outra pessoa e ficou triste. E paramos de conversar alí. E durante o dia retomamos. Não é fácil, mas prevalece a decisão conjunta de q o melhor caminho agora é esse. O q tomamos. De terminar de fato. Ser forte pode ser doloroso, mas me parece q compensador. Dependes né. Espero q sim.

E eu nem contei aqui. Só chorei minhas mágoas, sem maiores explicações. Evitava falar antes, pq é difícil ás vezes. Mas há quase três anos atrás comecei a namorar com o melhor amigo do meu irmão. Tinha acabado de me separar e voltado para casa. E foi uma paixão louca. Como nunca na vida antes. Mas um relacionamento bastante conturbado. Cheio de amor, mas bem difícil de viver. Pelas diferenças. Pelas semelhanças. E chegou o dia em que decidimos parar. E resolvemos viver nossas vidas sem nosso casal favorito: aquele q queríamos tanto ser um dia.

E estou nessa desde então. Razão x coração. Luta desleal p/ mim essa. Pq sou toda a droga do coração. E segurando a onda esperando a ressaca passar...


posted by Juliana @ 9:33 PM | 29 comments



De olho naquilo - O bloco

Daí ontem eu fui num sambão. Uma prévia de um bloco aqui da minha city. E eu fiquei tão deslocada quando cheguei. Esse negócio de ser casal q eu era boa parte das vezes. Fui mais tarde e p/ encontrar com meu povo por lá. E já tava todo mundo no clima e eu nem nada. Fiquei me sentindo meio estranha no começo, sei lá. Esse negócio de deslocada. No começo. Pq eu tb não queria beber, chegar tarde em casa no domingo. Daí oh-Carol disse: bebe aí q tu relaxa. Então. Como nem pagando ia beber cerveja q não descia mais, me sobrou lá na hora o tal do whisky. E é raro beber isso. Sempre prefiro cerveja. Sempre. Daí fui começando a ficar animadinha e essas coisas de carnaval. E quando tava super-mega-master animada o sambão parou e a festa acabou. E eu nem tinha percebido q já tava tarde (p/ um domingo) e pensei q ainda era cedo e tal. Vê q merda. Completamente no clima da animação, me restou ir na lanchonete com as meninas - pelo menos tão animadas quanto. Para depois me acabar de passsar mal, vomitar (fazia tempo isso)a alma e ir domir. E minha amiga q brigou com o chefe semana passada e q tava arrasada no findie pq achava q ia ser demitida hoje, me ligou pela manhã:

- Juli!!! Tô bêbada ainda pô! A pessoa vai ser demitida bêbada!

Vê q sorte duk!


posted by Juliana @ 9:15 PM | 8 comments



Brokeback

E fui ver Brokeback Mountain. E já fui com uma expectativa lá em cima. Pudera né. Lí algumas críticas sobre ele e lí outros tantos blogueiros q já viram tb. E me parece q rola uma unanimidade a respeito de uma questão. "É um filme de amor e não sobre o homossexualismo". É só o que leio. Mas como é isso??? Sim, é uma estória de amor. Forte. E homossexual sim. Claro. Fico procurando o problema de falar isso e não acho. Um estória de amor, de medo e de conflitos enormes. De traumas e preconceitos e de duas pessoas do mesmo sexo em um certo verão americano de 1963. E fico pensando: será q se o filme retratasse a mesma estória do mesmo jeito, porém o casal protagonista fosse de sexo diferente seria visto da mesma forma? E cá com meus botões penso q é um baita de um preconceito esse. O de enaltecer a estória de amor, em detrenimento da homossexualidade. Pq as vezes me parece q transformar esse filme, sobre o amor e o homossexualismo, em só uma estória de amor, diminui e mutila toda a concepção dele. E tudo o q ele pode alcançar. Um filme belo, bem dirigido, com atuações fantásticas e fotografia idem. A despeito de uma legenda tosca de chorar.



Eu já disse q eu odeio escrever "estória"? Parece sempre q tá errado...


posted by Juliana @ 8:10 PM | 16 comments

Sunday, February 05, 2006

Coisas

Tenho saído mais com meus irmãos. Tenho 03 irmãos homens. Nunca fomos de sair assim, os 04 juntos. Seja p/ nigth, comer sushi ou almoçar. E acho tão legal q agora estamos com tantas coisas em comum. A maior diferença de idade é de 11 anos. Do meu irmão mais velho q tem 33, para o mais novo que tem 22. E antes isso fazia uma diferença danada. Hoje não. Ás vezes até é o mais novo q parece o mais maduro. E eles são realmente incríveis. Muito diferentes entre si, mas muito semelhantes tb, se me tendes. Nesse negócio de ser do bem. Boas pessoas, boas cabeças. Gente tão especial. E nem sei como fui ter tanta sorte assim desses meninos calharem de ser meus irmãos. Apesar das coisas ruins de quando pequena. De ser menina num mundo de meninos. Já foi tão ruim. Sobre vários aspectos. Até dos jogos do Santa Cruz aos domingos eu me ressentia. Pq todos iam e eu ficava em casa. E quando eu ia, era a única q não entendia nada. Não entendia pq não gostava, ou não gostava pq não entendia. Mas eu ia e fingia. Q gostava e q entendia. E era ruim isso.

E eu q era a única Juliana naquele universo de 04 filhos, hoje sou em 3. Meu irmão mais velho e o do meio, namoram com Julianas.

Bem feito.
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Desde domingo passado tava querendo ler "Crônicos" da Daniela Abade. A conheci na Liberdade semana passada. E só o fato dela ter a estória mais fantástica do orkut, já era suficiente para me deixar curiosíssima sobre o livro. Então comprei e tô lendo. Depois eu conto aqui. E por falar em Orkut, depois da Daniela eu tô pensando seriamente em ser orkuteira pela enésima vez.
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Então eu finalmente fui no Soho. O novo melhor japa da vida. De comer rezando. Ajoelhada no milho.


posted by Juliana @ 5:35 PM | 7 comments



No repeat

I want to trip inside your head
Spend the day there…
To hear the things you haven’t said
And see what you might see

I want to hear you when you call
Do you feel anything at all?
I want to see your thoughts take shape
And walk right out

Freedom has a scent
Like the top of a new born baby’s head

The songs are in your eyes
I see them when you smile
I’ve had enough I’m not giving up
On a miracle drug

Of science and the human heart
There is no limit
There is no failure here sweetheart
Just when you quit…

I am you and you are mine
Love makes nonsense of space
And time… will disappear
Love and logic keep us clear
Reason is on our side, love…

The songs are in your eyes
I see them when you smile
I’ve had enough of romantic love
I’d give it up, yeah, I’d give it up
For a miracle, a miracle drug, a miracle drug

God I need your help tonight

Beneath the noise
Below the din
I hear a voice
It’s whispering
In science and in medicine
"I was a stranger
You took me in”

The songs are in your eyes
I see them when you smile
I’ve had enough of romantic love
I’d give it up, yeah, I’d give it up
For a miracle, miracle drug

Miracle, miracle drug


posted by Juliana @ 5:20 PM | 4 comments